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Automação do Ativo Imobilizado a partir do PCP no Protheus

Como conectar a produção ao controle patrimonial, reduzir lançamentos manuais e ampliar a rastreabilidade dos ativos produzidos internamente.

Quando uma empresa fabrica máquinas, moldes, ferramentas, dispositivos ou equipamentos para uso próprio, o processo não termina com a conclusão da produção. Depois que o item é produzido, ainda é necessário avaliar se ele atende aos critérios para ser reconhecido como ativo imobilizado, determinar seu custo, realizar o cadastro patrimonial e manter a ligação entre o bem e sua origem produtiva.

No TOTVS Protheus, o PCP pode registrar corretamente a ordem de produção, os materiais consumidos, os apontamentos e os custos envolvidos. Porém, dependendo da versão, da configuração e das necessidades da empresa, a transformação dessas informações em um registro patrimonial pode continuar dependendo de atividades manuais.

Foi exatamente nesse ponto que identificamos uma oportunidade de automação: conectar o processo produtivo ao Ativo Imobilizado, SIGAATF, tradicionalmente chamado de Ativo Fixo, preservando as informações desde a origem.

Sua empresa produz ativos para uso próprio, mas ainda depende de planilhas, e-mails ou cadastros manuais para incorporá-los ao patrimônio?


O que são ativos produzidos internamente?

Ativos produzidos internamente são bens fabricados pela própria empresa para utilização em suas operações, e não para comercialização.

Alguns exemplos são:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Moldes e matrizes;
  • Ferramentas especiais;
  • Dispositivos de produção;
  • Estruturas industriais;
  • Equipamentos de apoio;
  • Componentes utilizados em outros ativos;
  • Bens desenvolvidos para fins administrativos ou operacionais.

Embora esses itens tenham origem em um processo produtivo, eles podem precisar ser reconhecidos como parte do patrimônio da empresa. Nesse cenário, o PCP registra a produção, enquanto o Ativo Imobilizado passa a controlar informações como valor, localização, responsável, vida útil, depreciação, movimentações e eventuais baixas.

O desafio está em garantir que essas duas etapas compartilhem a mesma origem e utilizem informações consistentes.

Onde o processo deixava de ser sistêmico

No cenário analisado, o apontamento da produção acontecia corretamente no PCP. A ordem de produção existia, os materiais eram consumidos, o item era concluído e os dados permaneciam registrados no Protheus. O problema surgia depois dessa etapa.

O fluxo seguia aproximadamente desta forma:

O problema não estava no apontamento realizado pelo PCP, mas na falta de continuidade entre a produção e a gestão patrimonial.


Nem tudo que é produzido deve se tornar um ativo automaticamente

Antes de automatizar o processo, existe uma validação essencial: nem todo item concluído no PCP deve ser reconhecido como ativo imobilizado. De acordo com o CPC 27, um ativo imobilizado é um item tangível mantido para uso na produção, no fornecimento de bens ou serviços, para aluguel ou para fins administrativos, com expectativa de utilização por mais de um período.

O reconhecimento também depende de dois critérios principais:

  • Probabilidade de geração de benefícios econômicos futuros;
  • Possibilidade de mensuração confiável do custo.

Por isso, uma automação segura precisa considerar as políticas contábeis e patrimoniais da empresa. Antes da criação do registro, o processo pode avaliar:

  • Se o produto foi fabricado para uso próprio;
  • Qual classe patrimonial deve ser utilizada;
  • Se o item deve ser controlado individualmente;
  • Qual valor será incorporado ao ativo;
  • Qual centro de custo e conta contábil serão associados;
  • Se o ativo está disponível para uso;
  • Se existe necessidade de aprovação;
  • Se o item deve permanecer como bem em formação.

Essa camada de validação evita que qualquer apontamento de produção gere, de maneira indiscriminada, um ativo patrimonial.

Como deve ser tratado o custo do ativo produzido internamente

O custo de um ativo construído pela própria empresa deve seguir os mesmos princípios aplicáveis a um ativo adquirido. Dependendo do processo e da política contábil adotada, o valor pode considerar custos diretamente relacionados à construção do bem, como:

  • Materiais consumidos;
  • Mão de obra diretamente atribuível;
  • Serviços aplicados à construção;
  • Montagem e instalação;
  • Testes necessários para que o ativo funcione adequadamente;
  • Outros custos diretamente relacionados à preparação do bem.

Entretanto, perdas anormais, desperdícios excessivos e despesas que não estejam diretamente relacionadas à construção do ativo exigem tratamento diferente. A automação pode utilizar as informações originadas no PCP como base para o registro patrimonial, mas os critérios de composição do custo precisam ser definidos e validados com as áreas contábil, fiscal e patrimonial.

A solução: conectar o PCP ao Ativo Imobilizado

Após o mapeamento do processo, a Cod.ERP identificou que não seria necessário substituir a operação existente. O caminho mais adequado seria aproveitar as informações já registradas no Protheus e criar uma continuidade entre as etapas. A solução foi estruturada para utilizar um evento do processo produtivo como gatilho da integração. A partir da conclusão definida pela regra de negócio, o sistema passa a:

1. Identificar o item produzido

2. Verificar se ele atende aos critérios definidos para imobilização

3. Recuperar as informações da ordem e do apontamento

4. Validar os dados obrigatórios

5. Preparar o cadastro patrimonial

6. Gerar o vínculo com a origem produtiva

7. Registrar pendências ou exceções para tratamento

Assim, a transformação do item produzido em registro patrimonial deixa de depender exclusivamente da troca de informações entre pessoas. A automação passa a conduzir o fluxo com base em critérios previamente definidos, preservando a participação das áreas responsáveis nas decisões que exigem avaliação contábil ou patrimonial.


Cadastro direto, pré-cadastro ou bem em formação?

O formato da integração precisa respeitar o momento real do ativo. Dependendo do processo da empresa, a conclusão da produção pode gerar:

Essa diferenciação é importante porque a produção concluída não significa, obrigatoriamente, que a depreciação deve começar imediatamente. O início da depreciação deve respeitar o momento em que o ativo estiver no local e em condições de funcionamento conforme pretendido pela administração.

Controles necessários para uma automação segura

Uma integração entre PCP e Ativo Imobilizado não deve considerar apenas o cenário ideal. Também é necessário prever exceções.

Esses controles aumentam a segurança da integração e evitam que a automação apenas transfira o problema de uma etapa para outra.


Ganhos da integração entre PCP e Ativo Imobilizado

Quando o processo é corretamente mapeado, parametrizado e homologado, a automação pode proporcionar benefícios importantes.

Redução de lançamentos manuais

As informações já registradas no PCP podem ser reaproveitadas, diminuindo a necessidade de nova digitação.

Maior consistência cadastral

Os registros passam a seguir critérios e campos previamente definidos.

Rastreabilidade desde a origem

A empresa consegue relacionar o ativo à ordem, ao item produzido e ao movimento que originou o cadastro.

Menor tempo entre produção e controle patrimonial

A comunicação deixa de depender exclusivamente de e-mails, planilhas ou avisos entre áreas.

Redução do retrabalho

As equipes deixam de consultar e transcrever repetidamente informações que já estão disponíveis no ERP.

Maior segurança para o crescimento da operação

Com o aumento do volume de ativos, a empresa passa a contar com um processo mais padronizado e menos dependente da memória das pessoas.

Como identificar se sua empresa enfrenta esse problema

  • A empresa fabrica máquinas, moldes ou equipamentos para uso próprio;
  • O PCP registra a produção, mas o patrimônio é atualizado manualmente;
  • Existem planilhas paralelas para acompanhar bens produzidos;
  • A área contábil depende de avisos enviados pela produção;
  • Há atraso entre a conclusão do item e seu cadastro patrimonial;
  • É difícil identificar qual ordem originou determinado ativo;
  • Existem divergências entre produção, contabilidade e patrimônio;
  • O volume de bens torna o processo manual difícil de controlar;
  • Estornos ou correções exigem conferências demoradas;
  • A empresa precisa melhorar a rastreabilidade para auditorias.

Se vários desses pontos fazem parte da rotina, o problema pode não estar na falta de informações, mas na ausência de continuidade entre os processos.


Como a Cod.ERP conduz esse tipo de projeto

A automação não começa pelo desenvolvimento. Primeiro, é necessário compreender como a empresa produz, classifica, aprova e controla seus ativos.

A atuação da Cod.ERP pode envolver:

  1. Mapeamento do fluxo atual;
  2. Identificação dos pontos manuais;
  3. Levantamento das regras contábeis e patrimoniais;
  4. Definição do gatilho da integração;
  5. Mapeamento dos campos;
  6. Tratamento das exceções;
  7. Desenvolvimento da solução;
  8. Testes integrados;
  9. Homologação com as áreas envolvidas;
  10. Implantação e acompanhamento inicial.

Essa abordagem permite construir uma solução aderente ao processo da empresa, preservando os recursos do Protheus e complementando o ambiente somente onde existe uma necessidade real.

Sua empresa produz ativos internamente, mas ainda realiza o cadastro patrimonial de forma manual?

A Cod.ERP pode mapear o fluxo entre PCP e Ativo Imobilizado, identificar os pontos de ruptura e avaliar a melhor forma de automatizar o processo no TOTVS Protheus.