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DCTFWeb e eSocial: nova regra do SENAI exige adequação preventiva no ERP

A Receita Federal publicou novas orientações relacionadas aos convênios SESI/SENAI e à contribuição adicional ao SENAI, trazendo mudanças importantes para empresas que realizam gestão de folha de pagamento, encargos sociais e obrigações acessórias por meio do eSocial e da DCTFWeb.

Para empresas que utilizam o ERP Protheus, o tema exige atenção imediata, especialmente em relação às parametrizações tributárias, lotações, eventos do eSocial e validações fiscais.

A mudança impacta diretamente a forma de apuração e recolhimento dessas contribuições e pode gerar inconsistências fiscais relevantes caso o ambiente não esteja devidamente ajustado antes do início da obrigatoriedade.


O que muda com a nova orientação da Receita Federal?

Até então, empresas que possuíam convênios SESI/SENAI realizavam a arrecadação direta dessas contribuições por meio do chamado Termo de Cooperação Técnica e Financeira.

Com a nova determinação da Receita Federal, esse modelo deixa de existir para os períodos futuros.

A partir da competência maio/2026 (recolhimento em junho/2026), os valores passarão a ser:

  • apurados diretamente no eSocial;
  • consolidados na DCTFWeb;
  • recolhidos via DARF junto aos demais tributos federais.

A arrecadação direta permanecerá válida apenas até a competência abril/2026.

Na prática, isso significa que o cálculo dessas contribuições deixa de ocorrer de forma paralela e passa a integrar oficialmente o fluxo fiscal previdenciário do eSocial.


Impactos diretos no ERP Protheus

Para empresas que operam com o módulo de folha no Protheus, a mudança exige análise técnica e revisão de diversos pontos do ambiente.

Entre os principais impactos operacionais, destacam-se:

Revisão de parametrizações tributárias

Será necessário validar:

  • configuração de terceiros;
  • FPAS das empresas e filiais;
  • regras de incidência;
  • integração entre folha, eSocial e TAF/TSS, quando aplicável.

Atualização das lotações tributárias (S-1020)

As tabelas de lotação tributária deverão refletir corretamente:

  • novo codTerc 0079;
  • FPAS correspondente;
  • vigência correta da alteração.

Qualquer divergência poderá gerar rejeições, cálculos incorretos ou diferenças entre folha e DCTFWeb.

Conferência dos eventos enviados ao eSocial

Empresas precisarão revisar:

  • eventos S-1000;
  • S-1020;
  • bases previdenciárias;
  • fechamento S-1299;
  • totalizadores previdenciários.

Validações fiscais e cruzamentos da DCTFWeb

Como a arrecadação passará a ocorrer via DARF integrado à DCTFWeb, inconsistências no cadastro tributário poderão gerar:

  • diferenças de apuração;
  • débitos indevidos;
  • divergências entre eSocial e Receita Federal;
  • necessidade de retificações futuras.

Contribuição adicional ao SENAI para empresas com mais de 500 funcionários

Outro ponto importante anunciado pela Receita Federal envolve a contribuição adicional devida ao SENAI para empresas com mais de 500 empregados.

Segundo a publicação oficial:

    a apuração também passará a ocorrer pelo eSocial/DCTFWeb;

    será criado novo código de receita;

    o cálculo será realizado automaticamente pelo eSocial quando aplicável.

    Embora a Receita informe que não haverá ação manual específica por parte dos contribuintes quanto ao cálculo em si, empresas precisarão garantir que:

    quantitativos de empregados estejam corretos;

    bases previdenciárias estejam consistentes;

    parametrizações do ambiente estejam aderentes às novas regras.


    Quais os riscos para empresas que não realizarem os ajustes?

    A mudança possui forte impacto sistêmico e fiscal.

    Empresas que não revisarem seus ambientes antes da competência maio/2026 podem enfrentar problemas como:

    • cálculo incorreto de encargos;
    • divergências no eSocial;
    • inconsistências na DCTFWeb;
    • recolhimentos indevidos;
    • diferenças entre DARF e folha;
    • passivos fiscais futuros;
    • retrabalho operacional e necessidade de retificações.

    Além disso, como a apuração passará a ocorrer dentro do ambiente oficial do eSocial, os cruzamentos da Receita Federal tendem a aumentar significativamente.


    Como a Cod.ERP pode apoiar sua empresa nessa adequação

    A Cod.ERP atua de forma consultiva e estratégica apoiando empresas na análise preventiva e adequação operacional do ambiente Protheus, reduzindo riscos fiscais, inconsistências sistêmicas e impactos no fechamento da folha.

    Nosso trabalho contempla:

    • análise das parametrizações previdenciárias e tributárias;
    • validação de FPAS e códigos de terceiros;
    • revisão das tabelas de lotação tributária (S-1020);
    • conferência de integrações entre Folha, eSocial, TAF e TSS;
    • validação de cálculos previdenciários;
    • apoio na conferência da DCTFWeb;
    • identificação preventiva de inconsistências fiscais e operacionais;
    • suporte técnico especializado em Protheus e compliance trabalhista/fiscal.

    Se sua empresa utiliza Protheus e deseja entender o nível de aderência atual do ambiente frente às novas regras do SESI/SENAI e eSocial, a Cod.ERP pode apoiar sua equipe com uma análise preventiva especializada e um assessment técnico completo do cenário atual.


    Sua empresa está preparada para as novas regras do SESI/SENAI no eSocial?

    Realize uma análise preventiva do seu ambiente Protheus e evite riscos fiscais, inconsistências na DCTFWeb e impactos no fechamento da folha.